
Eu era apenas uma criança de 12 anos quando tive minha inocência
roubada por um homem de trinta e poucos. Naquele momento a única
coisa que importava para ele era o tesão que sentia em ouvir meus
gritos que eram ocultos por uma porta fechada e paredes em volta de
nós.
Eu me lembro bem daquele dia… como eu poderia esquecer?! Mesmo
tendo passado cerca de 17 anos, ainda há momentos que estou deitada
tentando dormir, mas meus gritos ainda ecoam dentro da minha cabeça
e isso me sufoca por alguns segundos onde consigo reviver toda a
situação horrível pela qual passei.
Era uma manhã de sábado, minha mãe pediu para que eu fosse até a
escola onde ela trabalhava como supervisora e levasse um material da
minha tia para fazer encadernação. Nessa época a escola alugava
uma salinha para um rapaz e ele tirava xérox, fazia encadernação…
dentre outros serviços de papelaria. Eu conhecia ele, ele era legal
comigo, sempre conversávamos, ele dizia que eu era muito madura para
minha idade e me enchia de elogios. Obviamente eu nunca percebi que
ele queria algo à mais com toda essa falácia, até porque eu era só
uma criança e não tinha maldade alguma sobre absolutamente nada.
Chegando lá, percebi que por ser sábado não havia ninguém na
escola e então me dirigi até a sala de xérox desacreditando que
houvesse alguém trabalhando ali. Quando abri a porta me deparei com
ele que estava sozinho dentro da sala. Eu era uma menina de 12 anos,
mas aparentava ter 8 anos, meu corpo não era nada evoluído e eu
estava com uma roupa de vestir em casa. Para ser mais específica: eu
usava um shortinho e uma camisetinha, mas quando me viu, me olhou
como seu eu fosse uma atriz pornô!
Assim que entrei na sala pude perceber que os olhos dele arregalaram
como se tivesse surpreso por estar me vendo ali. Claro, era a ocasião
perfeita! Ele me perguntou o que eu estava fazendo ali e eu disse que
havia levado um material para encadernação. Ele levantou e se
dirigiu até mim, eu estava perto da porta e ele foi até ela e a
chaveou, então em seguida me agarrou com tudo, me colocando contra
seu peito, tentando me beijar à força. Eu não tinha força
suficiente para sair e só conseguia virar meu rosto, era a única
forma de me esquivar dele além de pedir para que parasse e perguntar
porque ele estava fazendo aquilo comigo. Mesmo assim ele continuou me
forçando à beijá-lo, eu mordi os lábios dele e tentei abrir a
porta mas ele não deixou, então eu corri para o resto da sala que
não tinha nenhuma saída para mim, mas naquele momento qualquer
distância era lucro. Ele veio em minha direção e me jogou em cima
da mesa, me deitou e pressionou meu corpo contra a mesa com a mão.
Eu chorava, desesperada pedindo para que ele parasse com aquilo e me
deixasse ir embora, ele tampou minha boca e então me disse com uma
voz suave:“Calma, porque você tá chorando assim? Não precisa disso! Eu
sei que você tá gostando. Não adianta chorar ou gritar, não há
ninguém que possa te ouvir, não tem ninguém além de nós dois
aqui.” Em seguida ele tirou meu short e depois colocou seu pau
para fora, eu fechei os olhos, não queria ver aquilo. Eu sabia que
tudo aquilo estava errado, no momento eu estava paralisada pois não
sabia o que estava por vir, eu só conseguia sentir medo e o
desespero tomava conta de mim. Já ele, por sua vez estava muito
calmo e demonstrava muita excitação com tudo aquilo. Eu vi
claramente que o meu desespero alimentava o seu tesão.
Ele começou a se masturbar enquanto eu me mantinha chorando,
paralisada e cheia de medo. Ele por diversas vezes tentou usar minha
mão para masturbá-lo mas eu me recusei, tirei a mão várias vezes
e ele continuou sozinho. Ele então me sentou de frente para ele e
continuou se masturbando, eu me mantive de olhos fechados e ele
disse: “Abra olhos, quero que você veja!”
Eu voltei a pedir para que ele me deixasse ir embora, e então ele
ejaculou em cima dos meus pés. No fim, ele disse que eu podia ir
embora.
Em momento algum pediu para que eu não contasse à ninguém ou coisa
assim. Ele sabia que eu não contaria, ele viu que eu estava num
estado de pânico, estava tão assustada que só chorava e pedia para
ir embora. Ele sabia o quão traumático aquilo havia sido para mim e
sabia que eu jamais falaria sobre aquilo com alguém.
Eu saí dali desnorteada, meus pés grudavam em meu chinelo, eu
estava sentindo um mix de nojo e só queria chorar por ter passado
por aquilo. Fui para casa, chegando lá levei a maior bronca da minha
mãe por conta da demora. Ela nem sequer percebeu meu semblante,
apenas brigou comigo por conta da demora e eu ali com os pés
grudando de porra e a cabeça à mil.
Depois daquele dia eu nunca mais fui a mesma, eu nunca mais acreditei
em elogios, eu nunca mais confiei em ninguém. Eu sempre me lembrava
daquilo e mantive isso guardado até poucos meses atrás. Até então
somente meu esposo e minha psicóloga sabiam do ocorrido, porém eu
resolvi chegar aqui e contar o que me aconteceu naquele dia, sem medo
para que vocês mulheres também possam compartilhar suas histórias
sem medo ou vergonha. A culpa não é nossa, nunca!
Mulheres, saibam que estamos todas juntas em nossa luta, não vamos
calar nossas vozes. Somos fortes! Denunciem qualquer ato de assédio
ou violência sexual, não se calem. E mulheres que assim como eu,
passaram muitos anos convivendo com a dor do ocorrido, conversem com
outras mulheres, compartilhem suas histórias, busquem terapia e qualquer forma de ajuda. Eu sei
como dói conviver com isso por tanto tempo, sei o quanto isso nos
destrói. Mas vale lembrar que somos fortes, somos guerreiras e
estamos aqui para quebrar todas essas barreiras. Nós por nós, sempre!
Parabéns por expor tua história assim. Vc é muito corajosa e escreve muito bem.
ResponderExcluirQue relato, meus amigos... que relato!
ResponderExcluirLendo esse relato dessa mulher, senti vontade de contar o meu caso.
ResponderExcluirApesar de ser Homem, também fui forçado a masturbar outro homem quando tinha meus 12 anos. Ele aparentava ter no mínimo 25 anos, e junto com mais 3 rapazes na faixa de 18 anos, me pegaram e forçadamente me levaram a um local reservado. Esse homem mais velho estava vestido somente com um sobre tudo, e ao abrir mostrou seu pênis ereto e me fez alisa-lo.
Os outros 3 rapazes so fechavam o círculo para que ninguém visse o que estava acontecendo, e me davam ordens para masturbar o seu líder.
Hoje tenho 50 anos de idade e a unica pessoa que sabe disso é minha psicóloga, e agora quem ler esses relatos.
Existe pessoas de mal caráter que não se importam em abusar de crianças seja menina ou menino.