domingo, 3 de fevereiro de 2019

Preto e Branco: A Amizade-Colorida.


Não sei se é um erro ou um grande acerto viver essas fases. É gostosa, por vezes, por estar com a pessoa que você tem tanto a compartilhar. Por vezes, nos traz um gostinho amargo na boca de arrependimento, destruição e até mesmo tristeza.
Já vi casos do melhor amigo se tornar marido e ser a melhor coisa. Como se fosse o paraíso, sabe? Como se fosse a junção do arco-íris de tão bom que era. Obviamente, para chegar a ser marido, foi amigo antes. Mas eu digo daqueles amigos que tu toma cerveja, joga videogame, fala do cara que você gosta e ele te enche de conselhos. E a pergunta é: - Quem é esse cara que tanto te ronda? Que tanto gosta de você, que tanto QUER ALGO com você? Ele diz ser o cara que vai te fazer feliz a vida toda. Falsidade ou ausência de uma amizade imatura bem lá fundo? Acho que o mundo todo tem uma história assim para contar. E as vezes, quando damos a chance que a pessoa tanto quer e diz merecer, a gente não vê um bom resultado, a pessoa mente para te conquistar, inventa muitas coisas. E a pergunta é: - Ele realmente era meu amigo? Com toda a certeza, nós sempre nos sentimos culpados por todo resultado ruim no fim das contas; mas pera ai: Por que se sentir culpado se o erro não lhe pertence? Reflita.
Talvez, você esteja passando por isso nesse momento ou já esteja no estágio “Estou apaixonada(o) pela(o) minha/meu melhor amiga(o), mas não sei o que fazer”. A gente nunca sabe o que fazer quando o assunto é gostar de alguém e justamente por ser amigo, dói muito mais em tomar uma iniciativa, já que “Pode estragar a amizade”.

Na minha adolescência, passei por uma história dessas e foi a pior coisa da minha vida! Eu, com um senso de Justiça completamente dominante, acabei vivendo dentro de um círculo doloroso, mas a pior parte foi: Eu me apaixonei por ele. E agora? Também não sei. Para ajudar o tal “amigo” colocou uma mocinha, em meio a relação, criou toda uma história entre nós para alimentar coisas que a mente e psicológico dele criaram. E não passou de uma rivalidade feminina (falaremos mais a frente aqui no blog) mágoas e muitas tristezas dentro de mim. Parecia um pesadelo, um cárcere psicológico. Pois bem, meses depois, a mocinha pediu desculpas e ficou tudo bem entre nós duas, tudo esclarecido. E a pergunta predominante foi: - O que eu realmente fiz para esse “meu amigo” virar tanto a cabeça e derramar ódio sobre mim?” Já que as coisas poderiam terem sido piores.

Tudo isso gerou um afastamento muito silencioso entre meu “amigo” e eu. Mas ao longo da minha jornada, eu sempre ouvi histórias parecidas e sempre me senti agoniada. Que Diabos de amigos são esses que fazem os amigos sofrerem? “Karma?” “Maldição de Satanás ou Judas?” “Vômito de Pazuzu?” Pois é, nunca sabemos apenas sentimos. Perdi muitos anos entalada com tudo que aconteceu.

Anos depois meu querido e saudoso “amigo,” resolveu sair do guarda-roupas que o levou para Nárnia. Nisso, já Éramos adultos, no caminho de viver uma Maturidade que não é para todo mundo “cientificamente falando”. Me pediu desculpas, disse que se arrependeu, e que não deveria ter causado o vendaval que causou. Eu estava vivendo um outro relacionamento (cruel, abusivo e muito mentiroso, por sinal) e aí? Pela regra da boa psicologia e bondade “Perdoe”, “O perdão liberta”, “As pessoas amadurecem” ou “As pessoas mudam”, e o que a gracinha aqui fez? Aceitou as desculpas… E o outro relacionamento acabou. Chegou ao fim uma caminhada dolorosa porque a história se repetiu. Meu lindo namorado fez a mesma coisa que o meu “amigo” tinha feito anos antes. Sim, parece “Karma”. Passei pela mesma coisa duas vezes com pessoas diferentes e que tanto gostei, claro, o  erro também foi meu (não elimino minha culpa). Que talvez tenha sido grande. Entre dias complicados e outros, me reaproximei do tal “amigo” e acabei realmente gostando dele, e percebi que talvez eu pudesse compreender tudo que aconteceu por um outro prisma, mais filosófico, mais adulto, mais amadurecido. Mas foi tudo o que eu já sabia: Ele continuou adolescente e eu a mulher madura e machucada. Vivemos coisas diferentes, porém terríveis ao mesmo tempo. Virei amiga íntima do chá de Camomila e Transtorno de Ansiedade por muitos dias, mas vejam: Me apropriei do tempo, da boa política quando o assunto é Perdão, enfim fiz tudo que pude para realmente perdoá-lo, mas nada foi o suficiente. Não Retiro minha culpa, nunca, jamais. Se é que ela existe.
De amizade-colorida, ela se tornou Preto e Branco, o que na verdade me faz pensar que nunca deve ter sido colorida… Pensando bem, nunca foi colorida. O que nos faz duvidar até se ela existe… Será mesmo? SIM, EXISTE! Ainda que não se torne namoro ou casamento, existe. Existe quando as pessoas realmente respeitam as outras não seletivamente, mas na maior verdade possível. Se unem para viverem os momentos bons de risos e gargalhadas, e tudo que puderem compartilhar, afinal de contas, amizade boa é assim, não é mesmo? Envolvidos amorosamente ou não, amigo de verdade é aquele que realmente podemos compartilhar e vivermos leves ao lado deles(as). 
  Em suma: Deixamos pessoas falsas, mentirosas, sínicas e doentias entrarem em nossas vidas, porque valorizamos laços que nem são realmente comprovados de que são bons e reais. A confiança, não é algo que se compra em qualquer esquina. E há que diga “- Ah, mas você amadureceu” e eu vos digo: Eu tenho Prudência, caráter e dignidade. Que são coisas bem diferentes de um simples amadurecimento. Eu por proveniência do meu caráter e senso de conduta, não faria com ninguém isso, porque dói e mágoa de uma forma irreparável. Mas existem milhares de pessoas no mundo, né?!
                 Deixo aqui, entre as Camomilas e outras coisas que: - O bom senso de observação, maturidade e força, sempre acompanhe vocês. E que você deve SEMPRE arriscar viver outros amores, o problema é quem você coloca dentro do seu “barco” para caminhar com você! Independentemente de quem seja. Não é questão de laços, anos juntos, famílias que se gostam a questão é a necessidade que realmente há para você ter uma vida feliz, liberta e livre de Decepções. 
 Voltei ao Preto e Branco, da forma mais colorida possível!


                                        


QUANDO FUI ABUSADA PELO MEU PRÓPRIO TIO


Quando eu tinha 12 anos de idade, viajei pra minha cidade natal, e lá acabei indo passear com meus tios em uma fazenda, no início iríamos ficar lá somente durante o dia, mas aí acabou que decidiram passar a noite. Meus pais não estavam lá. 

Então dividiram os quartos da casa, eu ficaria junto com minha tia e mais duas primas em um quarto e os meninos ficariam com esse tio em outro quarto.

Acontece que eles estavam fazendo muita bagunça e esse tio em questão era o que mais fazia, então minha tia, irmã dele, mandou que ele viesse pro nosso quarto, colocasse o colchão dele lá no canto e ficasse quieto. Foi aí que tudo começou. 

Como o passeio era só durante o dia, ninguém levou roupas pra trocar, então eu tive que vestir uma roupa do meu primo emprestada, um short grande dele e estava sem calcinha porque não tinha outra limpa para usar.

Então eu adormeci, estava numa cama de solteiro junto com uma prima minha da mesma idade que eu. 

Sabe aquela sensação que nós temos algumas vezes, de sentir algo que está acontecendo com você enquanto você dorme? Mas não consegue acordar porque o sono está muito pesado. Isso acontece muito com música por exemplo, você escuta determinada música, mas acha que é um sonho e depois que acorda vê que na verdade era uma música que estava tocando perto de você.

Pois então, eu tive essa sensação a noite toda, de uma mão áspera e enorme na minha vagina, acariciando e tocando em cada parte da minha vagina. Acordei várias vezes durante a noite, mas quando eu acordava já não estava mais acontecendo, aí eu voltava a dormir e sentia a mesma coisa, quando eu acordava eu não via nada, era só breu, afinal de contas era uma fazenda, não tinha postes de luz nem nada do tipo. Então eu voltava a dormir, afinal de contas, eu estava com o sono bem pesado. 

Foi aí que amanheceu. Não sei se com vocês também é assim, mas quando chega a manhã eu acordo com muita facilidade, se alguém chegar perto de mim eu desperto. E foi exatamente isso que aconteceu. 

Eu acordei com o meu tio tentando tirar o short que eu estava usando, foi tão rápido que a minha reação foi de bater no rosto dele, eu estava deitada de barriga pra cima e ele por cima de mim tentando levantar a parte da frente do short pra ver a minha vagina e tocar novamente, vai saber. 

Eu dei um tapa com toda a força que eu tinha no rosto dele, sem pensar, e depois tudo que tinha acontecido de madrugada fez sentido, então era ele que estava passando aquelas mãos horríveis em mim. 

Quando eu bati nele, ele saiu de cima de mim, pegou um travesseiro e fingiu que estava acordando todas nós, sim, minhas primas ainda estavam dormindo lá, ou seja, ele pode ter feito isso com todas nós, mas nenhuma delas falou algo pra mim. 

Eu fiquei com tanto medo, eu era uma criança, queria meus pais naquele momento, mas eles não estavam lá, eu não tinha celular pra ligar pra eles e lá sequer tinha sinal de telefone, afinal de contas era uma fazenda. 

Fiquei o restante do tempo lá esperando a hora de ir embora, e advinha com quem eu tinha vindo? Com ele, no carro dele, e pra ir embora só tinha essa opção, eu fiquei com tanta raiva e medo ao mesmo tempo. 

Não me lembro ao certo, pois isso já tem mais de 10 anos, mas eu lembro que depois eu contei isso pra duas primas minhas, mais velhas que eu um pouco, e é claro que não acreditaram em mim, disseram que eu estava enganada, que era só um sonho, e que eu entendi errado, que eu estava confusa. 

Por conta disso achei que ninguém mais acreditaria em mim e não falei pra mais ninguém. 

Eu não cheguei a falar, mas o tempo todo eu agredia esse tio, porque a viagem não havia acabado, ele estava sempre presente, eu batia nele, arranhava com minhas unhas, um dia específico eu arranhei o rosto dele com as unhas e saiu sangue. 

Me repreenderam na frente de todo mundo e eu gritei pra todo mundo ouvir "VOCÊS NÃO SABEM O QUE ELE FEZ" e ninguém quis saber mesmo, nem meus pais quiseram saber, ninguém me perguntou o que ele tinha feito, NINGUÉM.

Um ano se passou e algo parecido aconteceu com minha irmã mais nova, e ela fez exatamente como eu, contou pra mim, mais velha que ela mas não adulta, eu tinha 13 anos de idade. E eu acreditei na mesma hora, e olha só, era outro tio, na mesma cidade em viagem do mesmo jeitinho, dessa vez ele levou ela e outra prima pra ir num córrego e se masturbou pra elas, elas correram. 

Assim que me contaram eu corri na minha mãe e contei tudo pra ela, com isso tomei coragem e contei o que havia acontecido um ano antes comigo. E a mesma história se repetiu. Fica longe deles foi o conselho e nada foi feito. 

Com isso eu cresci revoltada, com medo de sair na rua sozinha, com medo de qualquer pessoa e desconfiada de tudo e de todos. 

Hoje em dia eu tenho medo de sair na rua sozinha, tenho 23 anos e ainda não superei, muitas vezes eu tenho pesadelos, se eu ouvir qualquer notícia de abuso eu tenho pesadelos sobre e acordo desesperada durante a noite. 

Sou casada e em uma certa época eu não deixava meu esposo encostar em mim porque eu imaginava aquilo como um estupro, não fazia sexo com ele por um tempo por conta das consequências psicológicas. 

Melhorei um pouco, mas eu sinto no fundo que isso acabou com a minha vida de um jeito que não tem mais volta, estou tentando lutar e viver com isso, mas é muito difícil. 

Meu sonho é ver ele preso, mas eu não posso provar que ele fez isso agora, estudei e sei que o crime ainda não prescreveu, o crime em si é estupro de vulnerável, então eu tento viver com isso da melhor forma possível, bem longe desse desgraçado.

E com isso aprendi a ouvir crianças ao meu redor, e prestar atenção muito mais nos possíveis abusadores que nos cercam. 

Sexologia Libertina





Libertina por que me desprendi, 
por que parei de me doar ao acaso e tratei de dar espaço para o que EU queria, para o que EU sonhava e para o que EU almejava realizar...
A libertação não foi rápida, fiquei por muito tempo na reabilitação do despudor, do próprio Amor, do autoconhecimento...
Descobri prazer, descobri a mágica do querer, tanto que tenho a coragem de SER assim...
Libertina? Ainda não sei... Depende do ponto de vista...
Só que agora eu digo o que quero, como quero, onde quero e a gente vê, se não for bom pra você, será pra outro, pra outros ou outras, o importante é me fazer bem e a você também, é claro, aqui não tem briga de poder, você entende?
Só uma mudança de prioridades, de qualidade e de visão...
Não tem Rei ou Rainha, nada de monarquia, a parada agora é revolucionar, é extravasar o que a muito tempo estava guardado num grito de orgasmo fingido, de um orgasmo reprimido...

Viva a DEMOCRATIZAÇÃO SEXUAL, onde teu PAU é muito bem vindo, mas para dar prazer e fazer gemer ambos, não só você...

então...

ME FODE
Mas fode com pegada, com propriedade...
Esqueça quem vem por cima ou por baixo...
Vai de quatro, de lado, de bruços, se a perna ficar aberta ou fechada, na hora a gente vê...
Aqui vale tudo...
Tudo o que Eu quiser e você também,  aqui a política da "boa vizinhança" nos convém...
Tudo o que você imaginar, tudo o que eu realizar e vice versa, pois tudo o que você pode dar, eu também posso...
Aqui não existe estirpe, não existe PUDOR, aqui o TABU é quebrado com Desejo...
Uma lambida, três ou vinte, talvez seja o teu limite, o importante é que viemos ao mundo para nos superar...
Sejamos francos, o estrago já foi feito, antes na cama 
eu era a platéia, hoje sou Dona do time inteiro...


Autoria: Thaís Rodrigues.