terça-feira, 29 de janeiro de 2019

ENTRE NOSSOS DIREITOS E A MORTE

 Foto retirada do site: http://udgtv.com/radio-udg/incrementan-feminicidios-nivel-violencia-al-perpetrarlos/

Um problema de todxs nós

2019 já tem 30 dias e quantas vezes vocês ouviram a palavra “Feminicídio” nos Jornais?

Parece a nova sensação da mídia, mas a verdade é que, infelizmente, esses casos de homicídios SEMPRE existiram entre nós, só não eram divulgados…

Podemos nos perguntar sobre a grande comoção que a mídia e a divulgação desses casos nos trazem, mas alguma vez você já se perguntou “por que?” e principalmente “por que agora?” toda essa visibilidade? Ou - O que tem de diferença entre os casos passados e os que estão sendo acompanhados agora? Mxus carxs, isso é simples de responder… DIREITOS, direitos adquiridos com muita luta e muito sangue…
Não é segredo pra ninguém que a história da mulher sempre foi vista em segundo plano na humanidade, entre os povos que mais foram perseguidos e subjugados, podemos dizer que as mulheres, entre todos eles, foram as que mais sofreram, pois em grande parte das culturais mundiais elas são vistas como subservientes.
O que isso tem a ver com o título desse post? Vamos dizer que é justamente daí que podemos começar… A mulher em toda a sua trajetória na humanidade foi vista da forma mais depreciada e pejorativa possível, ela era sempre a mais fraca, a mais delicada, a mais complicada...
Não sei o seu gênero, sua etnia ou cultura, mas vamos pensar em como era a matriz modelo de todas as famílias ou o modelo “tradicional” frisados em tantos discursos políticos da nova era democrática brasileira, que tanto se assemelha as décadas passadas… Se você não entendeu do que eu estou falando, posso descrever!
Esse modelo se resume em: um pai, que trabalha o dia todo fora, uma mãe, que fica cuidando da casa, de seus filhos e que depende financeiramente do pai, e filhos (no plural, pois vai depender de quantos esse casal pude ter).

Desenho de Henrique Kipper - retirada do site: http://blogdoitarcio.blogspot.com/2016/06/familia-tradicional-brasileira-por.html


Veja bem, muitas famílias ainda são assim, o problema não está em ficar em casa cuidando dos filhos ou depender financeiramente do cônjuge (quando o casal possuí um plano familiar e encara isso com maturidade), e sim no que isso pode indicar para muitos, como o caso do que eu particularmente chamo de “pertencimento”.
Ai, você pensa: - Ahhhh, mas isso não tem nada a ver, o sentimento de posse é normal entre um casal…
E eu respondo o teu pensamento (porque aqui é assim): - Sim, mas quando existe maturidade entre o casal! Maturidade essa que não encara o parceiro como um pertence, um objeto, ele é visto como uma outra pessoa dotada de suas próprias convicções e individualidades, que está num relacionamento. Nesse caso, o ato de pertencer estaria ligado ao relacionamento entre as partes, sem dar a impressão de posse ou de eternidade que a palavra “pertencer” nos impõe.
Se precisar saber o significado de maturidade, já vou dizendo que está no final do texto!!
O que eu quero dizer com “pertencimento”? Bem, muitos homens acabam adquirindo um sentimento, se posso assim dizer, de posse para com as esposas, como se elas fossem suas propriedades. O que obviamente acarreta diversas distorções do envolvimento entre as duas partes que formam um casal. O homem passa a ver a mulher como se fosse o seu dono, num enlace frenético de poder ele a subjuga ao seu molde, seja com palavras, gestos e em casos extremos é ai que começam as agressões físicas…
Para vocês entenderem como isso acontece tão rápido, nós teremos que relembrar do que já foi falado no texto, para ser específica, a parte onde falo da forma como muitas mulheres ainda são vistas, pois juntando a visão da fragilidade feminina e esse sentimento de poder que o “pertencimento” configurado na mente do homem, em certas circunstancias sobre a mulher (seja em casamentos, namoros ou outro tipo de relacionamento pessoal que ele tenha com uma mulher), o faz se impor perante a ela de forma colossal, pois me recuso a pensar que é irracional.
Seguindo com o raciocínio…
Por todo esse histórico “tradicional” herdado por uma sociedade defeituosa em percepções humanitárias e sociais, com ideais e ideias que não transfiguram as necessidades da mulher (e de muitos outros grupos sociais), muitas mulheres não conseguem reconhecer os primeiros traços de um assédio ou até mesmo de agressões, que são muito comuns em históricos de casos de feminicídio.
Pra quem não sabe ainda o que é feminicídio, vou explicar, ele é o caso extremo da agressão à mulher, configurado pelo assassinato de uma mulher por ser mulher. Veio do termo “genocídio”, que é o assassinato em grande escala de um determinado tipo gênero.
O feminicídio é classificado em três casos, são eles;
  • Feminicídio íntimo: quando há uma relação de afeto ou de parentesco entre a vítima e o agressor;
  • Feminicídio não íntimo: quando não há uma relação de afeto ou de parentesco entre a vítima e o agressor, mas o crime é caracterizado por haver violência ou abuso sexual; 
  • Feminicídio por conexão: quando uma mulher, na tentativa de intervir, é morta por um homem que desejava assassinar outra mulher;
Fica ligado: O feminicídio virou lei no ano de 2015, pela presidente da época, Dilma Roussef, Lei nº 13.104.
Agora eu te pergunto: - Como podemos evitar que isso aconteça?
Infelizmente não é fácil, assim como falei acima, muitas mulheres não reconhecem os primeiros estágios que podem evoluir para um feminicídio. Por diversos fatores, seja por desenformação de políticas públicas ou por conceitos culturais errôneos, elas abdicam de conhecer seus direitos, que por muitos casos salvariam suas vidas.
Se você leu até aqui e se identificou com alguma coisa que foi falada ou tem dicas de possíveis posts que podemos escrever, nos fale, adoraremos a sua interação!
#Cadavidaimporta #Mulheres #Feminicídio #DireitodasMulheres #Saíbaseusdireitos #Fiquemligados #Vamosqvamos #juntasportodas #FortalezadeMarias #MachistasNãoPassaram #Igualdade
😎 O que é Maturidade?

Segundo o dicionário Michaelis (por que particularmente acho ele MARAVILHOSO), diz que Maturidade é:
1 Estado ou condição de ter atingido uma forma adulta ou amadurecida; madureza, maturescência.
2 PSICOL Desenvolvimento pleno da inteligência e dos processos emocionais; estado em que um indivíduo goza de plena e estável diferenciação e integração somática, psíquica e mental.
3 Idade adulta, entre a juventude e a velhice; meia-idade.
4 Qualidade daquele que, por ter atingido a idade madura, age com reflexão, com bom senso e prudência.
5 SOCIOL Grau em que as atitudes, a socialização e a estabilidade afetiva de um indivíduo refletem, como característica normal do homem adulto, um estado de adaptação ou ajustamento ao seu próprio meio.
https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/maturidade/


Autora: THAÍS RODRIGUES.







         





                                                                    Poema Luz.

Eu me perco diante das vozes do teu peito
Nada tem razão nem solução
Aqui no poema temos quatro linhas de invenção
Se crie, recrie, não desobedeça tua luz! 


Autora: Roberta Souza Pinto
Imagem: Google Fotos.