sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

  Mais um dia de Mim...

 

Minha roupa curta, encurta a ideia de respeito
Meu nome jogado na lama por não se dar ao "respeito"
Risada da minha derrota, enquanto arroto sofrimento
PESADO!

Meu filho abortado com gosto de lama
Sua pele suada na minha cama com outra de mim!
Ah, mas quem me dera pensar que esse é o fim. 
Parece que eu peso ao fundamento sonhado de ser julgada
Quem tá armada de dor e indiferença? Todas de nós!
Ouço bochicho de que sou a Próxima puta, que luta em seu eu.
Mais um dia que eu, em outra esquina fui morta pelo meu amor: Filho da dor. 
Na Próxima esquina minha história será contada em gargalhadas. Sou Livre!
Mais um dia que se foi, mais um dia de mim.
Mais um dia de dor e mágoa sem fim.
Mais um dia no jornal, na TV, No Mundo.
Não sei se sou vida, ou  se sou Articulável!
E no Clac Boom da tua audácia de nos matar. Eu tomo meu veneno
Ah que desgraça! Mais uma na Praça.



Por: Roberta Souza Pinto