Foto retirada do site: http://udgtv.com/radio-udg/incrementan-feminicidios-nivel-violencia-al-perpetrarlos/
Um
problema de todxs nós
2019
já tem 30 dias e quantas vezes vocês ouviram a palavra
“Feminicídio” nos Jornais?
Parece
a nova sensação da mídia, mas a verdade é que, infelizmente,
esses casos de homicídios SEMPRE existiram entre nós, só não eram
divulgados…
Podemos
nos perguntar sobre a grande comoção que a mídia e a divulgação
desses casos nos trazem, mas alguma vez você já se perguntou “por
que?” e principalmente “por que agora?” toda essa visibilidade?
Ou - O que tem de diferença entre os casos passados e os que estão
sendo acompanhados agora? Mxus carxs, isso é simples de responder…
DIREITOS, direitos adquiridos com muita luta e muito sangue…
Não
é segredo pra ninguém que a história da mulher sempre foi vista em
segundo plano na humanidade, entre os povos que mais foram
perseguidos e subjugados, podemos dizer que as mulheres, entre
todos eles, foram as que mais sofreram, pois em grande parte das
culturais mundiais elas são vistas como subservientes.
O
que isso tem a ver com o título desse post? Vamos dizer que é
justamente daí que podemos começar… A mulher em toda a sua
trajetória na humanidade foi vista da forma mais depreciada e
pejorativa possível, ela era sempre a mais fraca, a mais delicada, a
mais complicada...
Não
sei o seu gênero, sua etnia ou cultura, mas vamos pensar em como era
a matriz modelo de todas as famílias ou o modelo “tradicional”
frisados em tantos discursos políticos da nova era democrática
brasileira, que tanto se assemelha as décadas passadas… Se você
não entendeu do que eu estou falando, posso descrever!
Esse
modelo se resume em: um pai, que trabalha o dia todo fora, uma
mãe, que fica cuidando da casa, de seus filhos e que depende
financeiramente do pai, e filhos (no plural, pois vai depender de
quantos esse casal pude ter).
Desenho de Henrique Kipper - retirada do site: http://blogdoitarcio.blogspot.com/2016/06/familia-tradicional-brasileira-por.html
Veja
bem, muitas famílias ainda são assim, o problema não está em
ficar em casa cuidando dos
filhos ou depender financeiramente do cônjuge (quando
o casal possuí um plano familiar e encara isso com maturidade),
e sim no que isso pode indicar para muitos, como o caso do que
eu particularmente chamo de “pertencimento”.
Ai, você
pensa: - Ahhhh, mas isso não tem nada a ver, o sentimento de posse é
normal entre um casal…
E eu respondo o teu pensamento (porque aqui é assim): - Sim, mas
quando existe maturidade entre o casal! Maturidade essa que
não encara o parceiro como um pertence, um objeto, ele é visto como
uma outra pessoa dotada de suas próprias convicções e
individualidades, que está num relacionamento. Nesse caso, o ato de
pertencer estaria ligado ao relacionamento entre as partes, sem dar a
impressão de posse ou de eternidade que a palavra “pertencer” nos
impõe.
Se
precisar saber o significado de maturidade, já vou dizendo que está
no final do texto!!
O
que eu quero dizer com “pertencimento”? Bem, muitos
homens acabam adquirindo um sentimento,
se posso assim dizer, de posse para com as esposas, como se
elas fossem suas propriedades.
O que obviamente acarreta diversas distorções do envolvimento
entre as duas partes que formam um casal. O
homem passa a ver a mulher como se fosse o seu dono, num enlace
frenético de poder ele a subjuga ao seu molde, seja com
palavras, gestos e em
casos extremos é ai que começam as agressões físicas…
Para
vocês entenderem como isso acontece tão rápido, nós teremos
que relembrar do que já foi falado no texto, para
ser específica, a parte onde falo da forma como muitas mulheres
ainda são vistas, pois juntando
a visão da fragilidade feminina e esse sentimento de poder que o
“pertencimento” configurado na mente do homem, em certas
circunstancias sobre a mulher (seja em casamentos, namoros ou outro
tipo de relacionamento pessoal que ele tenha com uma mulher), o faz
se impor perante a ela de forma colossal, pois me recuso a pensar
que é irracional.
Seguindo
com o raciocínio…
Por
todo esse histórico “tradicional” herdado por uma
sociedade defeituosa em percepções humanitárias e
sociais, com ideais e ideias que não transfiguram as
necessidades da mulher (e de muitos outros grupos
sociais), muitas mulheres não conseguem reconhecer os
primeiros traços de um assédio ou até mesmo de agressões, que são
muito comuns em históricos de casos de feminicídio.
Pra
quem não sabe ainda o que
é feminicídio, vou explicar, ele é o caso extremo da
agressão à mulher, configurado pelo assassinato de uma mulher
por ser mulher. Veio do termo “genocídio”, que é o
assassinato em grande escala de um determinado tipo gênero.
O
feminicídio é classificado em três casos, são eles;
-
Feminicídio íntimo: quando há uma relação de afeto ou de parentesco entre a vítima e o agressor;
-
Feminicídio não íntimo: quando não há uma relação de afeto ou de parentesco entre a vítima e o agressor, mas o crime é caracterizado por haver violência ou abuso sexual;
-
Feminicídio por conexão: quando uma mulher, na tentativa de intervir, é morta por um homem que desejava assassinar outra mulher;
Trecho
retirado o site: https://www.significados.com.br/feminicidio/
Fica
ligado: O feminicídio virou lei no ano de 2015, pela
presidente da época, Dilma Roussef, Lei nº 13.104.
Agora
eu te pergunto: - Como podemos evitar que isso aconteça?
Infelizmente
não é fácil, assim como falei acima, muitas mulheres não
reconhecem os primeiros estágios que podem evoluir para um
feminicídio. Por diversos fatores, seja por desenformação de
políticas públicas ou por conceitos culturais
errôneos, elas abdicam de conhecer seus direitos, que por muitos
casos salvariam suas vidas.
Se
você leu até aqui e se identificou com alguma coisa que foi falada
ou tem dicas de possíveis posts que podemos escrever, nos fale,
adoraremos a sua interação!
#Cadavidaimporta
#Mulheres #Feminicídio #DireitodasMulheres #Saíbaseusdireitos
#Fiquemligados #Vamosqvamos #juntasportodas #FortalezadeMarias
#MachistasNãoPassaram #Igualdade
😎 O que é Maturidade?
Segundo o dicionário Michaelis (por que particularmente acho ele MARAVILHOSO), diz que Maturidade é:
https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/maturidade/
Autora: THAÍS RODRIGUES.


Nenhum comentário:
Postar um comentário